O triilionário Elon Musk fez piada nesta quarta-feira (4/11) após o Partido Democrata conquistar maioria tanto no Senado quanto na Câmara nas eleições de meio de mandato dos EUA, as midterms. Aliado de Donald Trump, Musk é um dos maiores doadores da campanha do Partido Republicano, derrotado no pleito.

“Meus lasers espaciais para interferir nas eleições não funcionaram desta vez”, brincou o megaempresário.

Veja:

Musk investiu cerca de US$ 500 milhões, o equivalente a R$ 2 bilhões, em grupos e campanhas políticas durante o ciclo eleitoral de 2026 nos Estados Unidos, consolidando-se como o maior doador individual das eleições de meio de mandato.

Desse montante, mais de US$ 276 milhões foram repassados a partir de julho, com foco em fortalecer candidatos conservadores e apoiar o Partido Republicano na manutenção do controle do Congresso.

A maior contribuição individual de Musk foi de US$ 158 milhões ao Senate Leadership Fund, que apoia candidatos republicanos ao Senado. O empresário também destinou US$ 76 milhões ao America PAC, US$ 20 milhões ao Congressional Leadership Fund e US$ 10 milhões à Associação de Governadores Republicanos e a um comitê que apoia Ken Paxton na disputa pelo Senado do Texas contra o democrata James Talarico, que ganhou a disputa.

Democratas conquistam maioria

As eleições estão com a apuração de votos avançada, mas o resultado parcial já confirma a maioria conquistada pelo Partido Democratas tanto no Senado quanto da Câmara, no que já é considerado como uma derrota histórica imposta ao presidente Donald Trump.

O líder republicano já admitiu a derrota e, nesta quarta-feira (4/11), teceu elogios — algo raro — aos seus rivais. “Bem, digo o seguinte: parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho”, afirmou Trump em uma entrevista por telefone à Fox News.

Trump, porém, procurou se afastar de qualquer responsabilidade pessoal pelo resultado das urnas — que altera o cenário dos dois anos finais de seu mandato —, preferindo transferir a culpa para seus correligionários republicanos. “Eles [democratas] esperavam por isso há 11 anos e, finalmente, conseguiram. Mas não encaro isso como um golpe contra mim”, disse.

Fonte: Metrópoles