Uma publicação que circula no X reúne reportagens do Intercept Brasil, da Piauí, do Metrópoles, do UOL e da Folha de S.Paulo, além de documentos da Polícia Federal, sobre as relações do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com políticos e ministros de tribunais superiores. O caso vem à tona a poucos dias do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
O filme "Dark Horse"
Segundo áudios e mensagens publicados pelo Intercept Brasil, o senador Flávio Bolsonaro negociou com Vorcaro cerca de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões) para financiar "Dark Horse", filme sobre Jair Bolsonaro. Um relatório do Coaf registra cerca de R$ 65 milhões enviados em pelo menos sete transferências a um fundo no Texas administrado por um amigo de Eduardo Bolsonaro.
O ministro André Mendonça, do STF, abriu inquérito contra os dois irmãos por suposta corrupção e lavagem de dinheiro. Flávio e Eduardo negam irregularidades. Flávio afirma que o dinheiro foi usado integralmente no filme.
A "Turma do KN" e o ministro Nunes Marques
Mensagens extraídas do celular de Vorcaro mostram assessores do banqueiro negociando honorários de até R$ 427 milhões com um casal apelidado de "Turma do KN", referência às iniciais do ministro Kassio Nunes Marques. As conversas também mencionam pedidos de hospedagem e cortesias feitos em nome do "ministro Kassio".
Nunes Marques preside o TSE, responsável por diplomar o vencedor da eleição. Ele nega qualquer contato com Vorcaro e diz que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome. Não há registro público de pagamento ao casal.
O colapso do banco
O Banco Master foi liquidado em novembro de 2025, com rombo estimado em cerca de US$ 10 bilhões. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já pagou R$ 38,4 bilhões aos credores. Institutos de previdência estaduais e municipais têm R$ 1,86 bilhão aplicados em títulos do banco que não são cobertos pelo FGC, e o BRB, banco do Distrito Federal, precisará de R$ 8,8 bilhões em capital novo. Vorcaro está preso em Brasília e nega as fraudes.
Outros nomes
O material também cita contratos com o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, relações com dirigentes do União Brasil e um acordo publicitário com o portal Metrópoles. Todos os citados negam irregularidades, e boa parte das investigações ainda está em andamento.
Fonte: publicação de @YourAnonCentral no X, com base em reportagens do Intercept Brasil, Piauí, Metrópoles, UOL e Folha de S.Paulo. As pessoas citadas não foram condenadas e negam as acusações.










