O Ministério Público do Chile pediu a prisão do ex-jogador de futebol Jorge Valdivia, de 43 anos. Ele é acusado por duas mulheres diferentes em casos de violência sexual. Os crimes teriam ocorrido nos dias 18 e 20 de outubro de 2024.
Na denúncia, o promotor da Unidade de Gênero, Rodrigo Célis, pede a prisão do ex-atleta por 12 anos pelas denúncias de estupro e mais 10 anos por abuso sexual. A pena solicitada pelo Ministério Público soma 22 anos de encarceramento. As informações são do jornal chileno Meganoticias.
Uma das testemunhas do caso é a ex-deputada Maite Orsini, do partido Frente Amplio, que se relacionava com o jogador na época dos acontecimentos. Ela trocou mensagens com Valdivia em um dos dias dos casos e depôs como testemunha para contribuir na reconstrução do dia em que ocorreram os crimes.
Em nota, a defesa de Valdivia nega as acusações e afirma que as relações sexuais entre o ex-jogador e as duas mulheres foram consensuais. Confira o comunicado, na íntegra, ao final da reportagem.
O caso
O primeiro caso denunciado teria ocorrido no dia 20 de outubro. A vítima diz ter se encontrado com o ex-jogador em um restaurante peruano, em Providencia, Santiago e, após ingerir bebidas alcóolicas, não se lembrar do que aconteceu.
O outro caso ocorrido teria sido no dia 18, após um encontro entre Valdivia e outra mulher no restaurante El Toro, em Vitacura, bairro da capital chilena, que terminou na residência do acusado. Nas duas denúncias, a defesa do jogador sustenta que as relações foram consensuais.
Valdivia atuava como meio-campista e se destacou tanto em clubes quanto pela seleção chilena. No futebol brasileiro, ele defendeu as cores do Palmeiras. No Chile, jogou no Colo-Colo, tradicional clube chileno. Pelo Verdão, o meia conquistou a Série B de 2013, duas Copas do Brasil (2012 e 2015) e o Campeonato Paulista de 2008. Ele também foi campeão da Copa América de 2015 com a La Roja.
Confira a defesa de Jorge Valdivia na íntegra:
“A defesa de Jorge Valdivia sustenta que houve consentimento nos dois episódios. Sobre a primeira denúncia, a defesa afirmou que os dois já haviam se encontrado antes, que combinaram o encontro e que, após se verem no restaurante, foram ao apartamento a convite da mulher. Segundo a defesa, a relação sexual foi consensual. No segundo episódio, a defesa também sustentou que houve consentimento e apontou os registros de vídeo de antes e depois dos fatos como elementos que, na avaliação dela, dão respaldo à versão de Valdivia.
Esses são pontos concretos da defesa e precisam ser examinados no processo e devem ser considerados. O Ministério Público chileno apresentou uma acusação, e cabe a ele demonstrar, com provas, a prática dos crimes que atribui a Valdivia. Ele tem o direito de contestar essas imputações e de ver sua versão examinada pela Justiça, com respeito à presunção de inocência. A gravidade das acusações exige rigor na análise das provas e cautela para evitar qualquer julgamento antecipado.”
Fonte: Metrópoles










