O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (6/11), que a medicina ficou “um pouco mercantilizada” e defendeu uma formação médica mais voltada ao atendimento da população.

Lula deu a declaração no Palácio do Planalto, durante a cerimônia em que sancionou a lei que exige aprovação em um exame nacional para exercer a medicina.

“A medicina, ela ficou um pouco mercantilizada. As pessoas não se formavam para tratar do povo, se formavam para ganhar dinheiro. Então, esse lado humanista e esse lado da qualidade é necessário”, disse Lula.

O presidente defendeu que o Estado garanta atendimento a quem não pode pagar. Lula disse que muitas famílias sonham em ter um plano de saúde para receber um tratamento digno quando precisam de internação.

Na avaliação dele, uma rede pública bem organizada pode oferecer esse atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A lei sancionada por Lula nesta sexta estabelece que estudantes de medicina serão obrigados a fazer o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) durante a graduação.

Serão três provas: ao fim do segundo, do quarto e do sexto ano. A última prova terá o maior peso na nota final. Quem ficar abaixo do mínimo poderá refazer essa etapa.

A exigência vale para quem entrou no curso a partir da publicação da medida provisória de junho de 2026. A necessidade de passar no exame para obter o registro profissional rendeu à prova o apelido de “OAB da medicina”, em referência ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os resultados também serão usados para avaliar os cursos de medicina.

Lula celebrou a sanção da norma, classificada por ele como importante. “Quando se trata de saúde, não tem direita e não tem esquerda. Quando se trata de saúde, não tem ideologia. Tem vida. E quanto mais qualificado for o nosso médico, mais garantia a gente tem de que nós vamos viver mais”, disse.

Fonte: Metrópoles