O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (4/11), manter a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, em 13,75% ao ano, interrompendo um ciclo de cortes após descer ao atual patamar na última reunião.

Antes do ciclo de reduções, a Selic se manteve em 15% ao ano por cinco reuniões consecutivas.

A decisão eraesperada majoritariamente por participantes do mercado financeiro, que já precificavam a manutenção em 13,75% nesta reunião.

Decisão do Copom

A decisão foi unânime. No comunicado da decisão, os integrantes do Copom consideraram que desde a última reunião, em 16 de setembro deste ano, houve uma piora tanto no ambiente interno quanto no externo.

Os diretores consideraram que o prolongamento da guerra no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem ainda mais, com políticas monetárias mais restritivas nas “economias avançadas”.

“Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, argumentaram.

Em relação ao cenário interno os diretores consideraram que houve uma moderação na atividade econômica, mas com o mercado de trabalho “resiliente”. Por outro lado, houve piora nas projeções para inflação.

“As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus distanciaram-se adicionalmente em relação à meta desde a última reunião, situando-se em 5,2% e 4,8%, respectivamente”, assinala o comunicado.

Os diretores do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic. Isso porque é missão do Banco Central (BC) controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país, que seguem subindo, mas com menos força.


Entenda a situação dos juros no Brasil

  • A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação.
  • Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic, uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país.
  • Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país.
  • Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.

Expectativas do mercado para a Selic

  • Para 2027, a previsão da taxa de juros é de 11,75% ao ano.
  • Para 2028, a estimativa continua em 10% ao ano.
  • Para 2029, a estimativa é de 10% ao ano.

Calendário do Copom

  • 27 e 28 de janeiro;
  • 7 e 18 de março;
  • 28 e 29 de abril;
  • 16 e 17 junho;
  • 4 e 5 de agosto;
  • 15 e 16 de setembro;
  • 3 e 4 de novembro;
  • 8 e 9 de dezembro.

Em atualização.

Fonte: Metrópoles