O agora ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi transferido, na madrugada deste sábado (7/11), para uma base militar. A decisão ocorre após confrontos entre policiais e manifestantes, que se reuniram em frente à casa de Peña para exigir que ele fosse preso e não colocado em prisão domiciliar.
Segundo o jornal ABC Color, a justificativa para a transferência foi questões de segurança. Peña estava em prisão domiciliar por ordem do Ministério Público no âmbito da investigação sobre a falência do Ueno Bank. Mais cedo, o Senado do Paraguai decidiu pelo impeachment do presidente pelo mesmo caso.
De acordo com a Justiça, foram encontrados indícios de abuso de confiança e outros crimes praticados por Peña no caso Ueno Bank. O Banco Central fez uma intervenção após identificar que o índice de solvência do banco caiu para menos da metade do exigido. Os 3 milhões de clientes, quase 40% da população do país, ficaram sem acesso às suas contas. Santiago Peña tinha sido acionista do grupo que controlava o banco. Além disso, ele indicou o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que havia comandado o Ueno até agosto de 2023.
No mesmo dia em que os deputados entraram com o pedido de impeachment contra Peña, ele anunciou sua renúncia. A Câmara, no entanto, não aceitou a solicitação e deu prosseguimento ao impeachment.
Fonte: Metrópoles










