Um cartaz na mesa do DJ que animava os participantes da 55ª edição da Maratona de Nova York no domingo (1º/11), nos Estados Unidos, chamou a atenção. A frase de incentivo “Run like Flavio Bolsonaro” (ou “Corra como Flávio Bolsonaro”, na tradução livre) estava impressa em um papel branco e grudada na pickup do DJ.

O flagra foi compartilhado nas redes sociais.

O vídeo foi publicado nos stories do Instagram do fotógrafo, cinegrafista e diretor francês Hippolyte Petit, e republicado pelo perfil oficial do PT do Piauí. Até o momento, o post acumulou mais de 200 mil visualizações.

O cartaz faz uma piada irônica com relação à fuga do senador brasileiro, que foi de jatinho para o país norte-americano, e com a ajuda do governo Trump, logo após perder as eleições presidenciais para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Um dia antes, no Halloween, alguns brasileiros residentes nos EUA também postaram nas redes sociais cartazes pregados pela cidade, com a foto de Flavio e a famosa chamada “Wanted” (Procurado, em português). 

Nestes cartazes, os manifestantes afirmam que Flávio não é um perseguido político, mas um criminoso procurado pela Polícia Federal brasileira por crimes contra a democracia, tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, desvio de fundos públicos, entre outros delitos. A afirmação, contudo, não é verdadeira. Flávio não é foragido da Justiça brasileira e não há mandado de prisão contra ele.

“O suspeito está sob investigação pelo seu envolvimento em um esquema para enfraquecer as instituições democráticas no Brasil, incluindo uma conspiração para realizar um golpe de Estado com o apoio de atores estrangeiros, financiado e apoiado por Donald Trump e pelos seus aliados. As suas ações representam uma ameaça direta à democracia, ao Estado de direito e à soberania do Brasil. Este homem escapou do Brasil e o presidente Trump concedeu-lhe um visto dos EUA”, diz o cartaz.

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A Polícia Federal brasileira esclareceu formalmente que o senador não é considerado foragido. Contudo, ele teve um pedido de apreensão de seu passaporte e estava proibido de sair do país quando deixou o Brasil.

Fonte: Metrópoles