O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2/11) que o Partido Republicano tem uma “chance muito boa” de vencer as eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms. Durante um último apelo aos eleitores antes da votação, marcada para terça-feira (3/11), o republicano pediu que seus apoiadores compareçam às urnas para garantir a vitória do partido.
“Se as pessoas que votaram em mim, se todas saírem e votarem agora, vamos ganhar de lavada. Geralmente, isso não acontece, porque, para qualquer presidente em exercício, seja republicano ou democrata, o partido costuma perder nas eleições de meio de mandato. Mas nós estamos com uma chance muito boa agora”, declarou.
Trump também voltou a atacar o Partido Democrata e classificou a eleição como uma das mais importantes da história dos Estados Unidos. Segundo o presidente, a oposição reúne candidatos com uma agenda que considera radical.
“O Partido Democrata está comandando um grupo dos candidatos mais perigosos da história. Os mais perigosos já apresentados. Nunca houve nada como eles”, afirmou.
Na sequência, Trump criticou propostas e posições que atribui aos democratas, incluindo políticas de imigração, aumento de impostos, controle de armas e medidas relacionadas ao setor energético.
Trump fez o pronunciamento no espelho d’água do Lincoln Memorial, em Washington, como parte do último apelo público antes das eleições.
O que está em jogo
- As eleições de meio de mandato renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado.
- Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas por uma margem estreita.
- Para conquistar a maioria na Câmara, um partido precisa alcançar pelo menos 218 cadeiras.
- No Senado, são necessários 51 votos para a maioria, considerando a possibilidade de desempate pelo vice-presidente.
- Embora Trump não dispute nenhum cargo nesta eleição, o resultado poderá influenciar diretamente a segunda metade de seu mandato, que termina em janeiro de 2029.
- Uma eventual mudança no controle de uma ou das duas Casas poderá dificultar a aprovação de projetos do governo, ampliar a fiscalização sobre as decisões do Executivo e limitar a capacidade de articulação política do presidente.
Desgaste de Trump pressiona republicanos
A tentativa de mobilização ocorre em meio à queda de popularidade do presidente. Pesquisa da NBC News divulgada no domingo apontou que 40% dos eleitores aprovam a atuação de Trump, enquanto 60% desaprovam seu desempenho. O índice de reprovação é o mais alto registrado pela emissora durante os dois mandatos do republicano.
A insatisfação com a economia também representa um desafio para a Casa Branca. Aproximadamente três quartos dos entrevistados disseram estar descontentes com a situação econômica do país. O custo de vida, as tarifas comerciais e os efeitos da guerra contra o Irã estão entre os fatores que pressionam a avaliação do governo.
Fonte: Metrópoles










