O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou que o ministro Kassio Nunes Marques, presidente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “não sabe do que está falando” quando diz que não houve fraude nas eleições brasileiras. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal Washington Post, publicada neste sábado (7/11).

Nos Estados Unidos desde que perdeu o pleito para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar voltou a dizer, sem provas, que o pleito brasileiro foi fraudado. Flávio já havia repetido a afirmação ao jornal New York Times, a quem também deu entrevista nesta semana.

Ao discorrer sobre a suspeita de fraude, Flávio foi questionado pela publicação sobre o reconhecimento do resultado por parte de Nunes Marques, o qual foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Eu garanto a vocês que ele não sabe do que está falando. Nem eu, nem vocês, nem ninguém que esteja assistindo, nem o presidente do Tribunal Superior Eleitoral pode afirmar com 100% de certeza que não houve fraude”, disse Flávio ao jornal norte-americano.

Para endossar o argumento de fraude, Flávio afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou com ele. O líder norte-americano que, embora tenha evitado fazer declarações muito incisivas sobre as eleições brasileiras, afirmou em mais de uma oportunidade que o pleito foi uma “fraude” e chegou a chamá-lo de “vergonha”.

O parlamentar afirmou ainda que “Trump está convencido de que o Brasil não é mais uma democracia plena”. Ainda sobre o presidente norte-americano, Flávio o comparou com seu pai, Jair Bolsonaro, para justificar a fuga para os Estados Unidos, onde, de acordo com o senador brasileiro, “as instituições ainda funcionam”.

Ao jornal, Flávio Bolsonaro alegou que os caminhos de Jair e Trump são semelhantes: ambos alegaram fraude generalizada nas eleições que perderam, ambos foram acusados ​​de incitar uma tentativa de insurreição violenta, além de uma série de outras acusações criminais. Mas apenas um foi preso, enquanto o outro retornou ao poder.

O senador também se recusou a dizer como deixou o Brasil após perder as eleições. Em entrevista anterior, ao The New York Times, Flávio Bolsonaro afirmou que “levaria para o túmulo” os seus últimos passos no Brasil rumo aos Estados Unidos.

O senador deixou o Brasil dois dias após o resultado das eleições que reelegeram Lula para um quarto mandado. Flávio é investigado em diferentes inquéritos, por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

Fonte: Metrópoles