O governo do argentino Javier Milei, por meio do porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, evitou dizer se o presidente do país ajudou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na fuga para os Estados Unidos.

Ao ser questionado durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (3/11), Ravier classificou o assunto como “irrelevante”.

“Nos parece irrelevante pelo fato de que a saída do Bolsonaro do Brasil e o ingresso para a Argentina, pelo menos foi formal… Não sei se o presidente (Milei) sabia ou não”, afirmou Ravier.

Investigado em dois inquéritos por lavagem de dinheiro no Brasil, Flávio fugiu do país acompanhado da esposa e de duas filhas. Ele foi para a Argentina, embarcou em um jatinho que fez escala no Equador e pousou em Miami no último dia 28.

Durante a coletiva de imprensa, Adrián Ravier evitou entrar em detalhes sobre a fuga de Flávio. Segundo ele, o assunto não tem relevância para o governo argentino pois Flávio não entrou por “vias informais” no país e ingressou no país com “documentos em dia”.

Ravier ainda acrescentou que, para o governo argentino, o assunto está encerrado.

“Nós não temos muito mais a dizer a respeito e o tema, para nós, está encerrado… Bolsonaro não entrou por vias informais. Entrou pela alfândega com documentação adequada e os agentes que tiveram que dar-lhe o ingresso o fizeram como qualquer pessoa que entra por meios adequados. Não havia, de novo, nenhuma informação, nenhum pedido de captura internacional”, disse.

Apesar de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter ordenado a apreensão dos passaportes brasileiros de Flávio, a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, revelou que o senador usou um passaporte de cidadania italiana para deixar a Argentina rumo aos Estados Unidos.

Como tem dupla cidadania desde 2023, Flávio utilizou o documento europeu para embarcar no jatinho particular em Puerto Iguazú, que permitiu embarque sem retenção.

Fonte: Metrópoles