O Irã disse que a resposta dos Estados Unidos à recente proposta de paz para o conflito no Oriente Médio “não foi convincente”, travando, assim, um possível acordo entre os dois países. A manifestação foi divulgada pelo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país, major-general Mohsen Rezaei, nesta terça-feira (3/11).
“A resposta dos EUA aos direitos e reivindicações do Irã não foi convincente, e eles devem responder de forma completa e explícita às sete condições do Irã e cumpri-las; somente nesse caso o Estreito de Ormuz será reaberto”, disse o militar em um comunicado publicado na rede social X.
O posicionamento do governo iraniano surgiu um dia após o fim da última rodada de negociações entre Washington e Teerã, mediadas pelos governos do Catar e Paquistão.
Durante as discussões, o Irã apresentou um plano de sete pontos para o fim do conflito, e a reabertura da passagem estratégica por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial.
Veja a proposta iraniana
- 1 – Cessar-fogo imediato, incluindo ataques israelenses contra o Líbano
- 2 – Suspensão do bloqueio naval dos EUA contra portos do Irã
- 3 – Retirada de sanções norte-americanas contra o setor petrolífero iraniano
- 4 – Desbloqueio de ativos financeiros do Irã congelados no exterior
- 5 – Reconhecimento da rota definida entre Irã e Omã para a navegação no Estreito de Ormuz
- 6 – Redução da presença de militares dos EUA no Oriente Médio
- 7 – Início de negociações sobre o programa nuclear iraniano
Após apresentar seus termos, o Irã se mostrou disposto a reabrir Ormuz em até 48 horas, caso o governo Donald Trump aceite o plano.
Enquanto a diplomacia não avança, aumentam os temores sobre o retorno completo da guerra. Na segunda-feira (2/11), forças norte-americanas lançaram um ataque em pequena escala contra a ilha de Qeshm — a primeira operação militar dos EUA contra o território iraniano desde setembro.
O bombardeio contra a ilha estratégia do Irã, localizada no Estreito de Ormuz, acontece em meio à preparação do país persa para um possíveis ataques conjuntos dos EUA e Israel após as eleições norte-americanas de meio de mandato.
Fonte: Metrópoles










