O ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu que o PL não vai embarcar na reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado. Segundo o portal Diário 360, Bolsonaro orientou a direção do partido, comandada por Valdemar Costa Neto, a lançar um candidato próprio na disputa, marcada para fevereiro de 2027.
A ordem vale mesmo que o nome do PL tenha poucas chances de vitória. A ideia é marcar posição e evitar um apoio automático a Alcolumbre, visto pela legenda como próximo do governo Lula.
Marinho é o favorito
O nome mais forte para a candidatura é o do senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional no governo Bolsonaro. Em entrevista à CNN Brasil no início de outubro, Valdemar Costa Neto já havia dito que o partido não apoiaria Alcolumbre e que Marinho seria o candidato da sigla ao comando da Casa.
A partir de 2027, o PL deve ter a maior bancada do Senado, com cerca de 28 senadores. Mesmo assim, o número não garante a vitória: são necessários 41 votos dos 81 senadores para eleger o presidente.
O que está em jogo
Alcolumbre já articula apoios para continuar no cargo. Havia a expectativa de que o PL pudesse apoiá-lo em troca de espaço para pautas da direita, mas, segundo a reportagem, a direção do partido não pretende fechar esse acordo.
Uma das prioridades da bancada do PL para a próxima legislatura é a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O presidente do Senado controla a pauta da Casa, o que torna o cargo decisivo para o avanço de propostas como essa.
Com informações do Diário 360 e da CNN Brasil.










