Brasília — O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu neste domingo (25) estender o horário das eleições em todo o Brasil até as 19h.

Normalmente, o encerramento do horário da votação ocorre pontualmente às 17h. Depois da decisão, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou que a totalização dos votos foi paralisada.

Zanin acatou pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que a votação fosse prorrogada.

Em um primeiro momento, a equipe do petista havia pedido a prorrogação em São Paulo, em Salvador e nos municípios baianos de Lauro de Freitas e Feira de Santana, sob a justificativa de que não foram colocados ônibus à disposição dos eleitores em número suficiente nesses locais.

Depois, a defesa do presidente pediu para que a medida fosse estendida em cidades do Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima.

Na manhã deste domingo, eleitores relataram nas redes sociais dificuldades para chegar aos locais de votação, com longas esperas e superlotação em pontos de ônibus em bairros de Salvador.

Durante fiscalização motivada por denúncias, o Procon-BA encontrou 55 ônibus parados no pátio da OT Trans. Segundo o órgão, os veículos estavam aptos a operar, mas permaneciam na garagem.

Em São Paulo, passageiros que esperavam os ônibus das linhas 7006-10 e 7006-5, no Jardim Santa Cruz, zona oeste de São Paulo, também relataram ter esperado mais de duas horas sem que nenhum ônibus passasse no sentido centro.

Além de Lula, a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu a ampliação da votação ao TSE, restrita a cidades dos estados de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina. De acordo com a equipe, a medida excepcional seria justificada pelas condições climáticas nessas regiões, que registram chuvas intensas, deslizamentos, alagamentos e bloqueios de vias.

Neste domingo, Lula falou sobre o pedido de prorrogação a jornalistas e acusou os prefeitos de tentar impedir o exercício do direito ao voto.

"Não é possível, em pleno século 21, você ter prefeito tentando coibir o povo de exercer o seu livre direito democrático de votar", disse. "É inexplicável numa cidade como São Paulo."